Daiane Aparecida de Rezende Jardim
Quando criança, minhas amigas da rua eram todas mais velhas do que eu, por isso já iam à escola. Quando voltavam adoravam brincar de “escolinha”, me ensinavam tudo que aprenderam naquele dia na aula.
Com isso minha experiência com a leitura escrita aconteceu bem antes que eu entrasse na escola, embora meus pais não tivessem concluído os estudos, minhas amigas adoravam contar as histórias dos livros que pegavam emprestados na escola.
Recordo-me disto como se fosse hoje, após a leitura sempre virávamos os personagens daquela história e assim brincávamos até anoitecer. Nossos pais ficavam na calçada ali do lado, observando, acredito que no fundo queriam, ou imaginavam, estar ali dentro daquelas maravilhosas histórias,
Acho que foi assim que resolvi ser professora, e de língua Portuguesa, pois esta é uma das recordações da minha infância que mais gosto de lembrar, e tenho certeza que ela fez com que eu tomasse o rumo profissional que tomei...
EDILENE ALVES ARANTES
Minha família muito simples, interior de Minas Gerais, sem acesso a livros, porém meu pai é um maravilhoso contador de história "causos", e isso despertou-me o interesse por leitura . Adoro ler, lia exemplares emprestados de colegas mais abastados. Meus professores incentivavam muito a leitura promovendo saraus , roda de causos, e sou professora devido a essas atividades . Não me esqueço de " Zezinho, o dono da porquinha preta", " A ilha perdida", e de todos os personagens do Sítio. Lembro-me o dia em que aprendi a ler, foi maravilhoso- Ivo viu a uva- a cartilha Caminho Suave. Uma leitura muito limitada, porém , mostrou-me o caminho maravilhoso dos livros. Hoje meus filhos são leitores, por me verem lendo... O exemplo vale mais que mil palavras. Essa geração ainda não descobriu a maravilhosa viagem pela leitura. Amei As mil e uma noites, Sherazade revelando a astúcia e poder das palavras, transformando situações.Como Antônio Cândido afirma " a leitura é o afinamento das emoções, capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o culto do humor", enfim, a leitura abre várias possibilidades e perspectivas ao ser humano, tornando-o compreensivo, disposto a novas possibilidades. Creio ser a varinha mágica dos novos e velhos tempos. Um abraço.
Nossa, que legal o seu pai ser contador de "causos"!
ResponderExcluirAdmiro demais!