Ler para mim sempre foi um grande desafio, pois não gostava da
leitura até descobrir no curso de graduação em Letras todo o encantamento que
envolve um texto, seja qual for seu gênero.
Na infância era ansiosa para aprender a ler logo, pensava comigo
mesma que quando aprendesse leria tudo o que visse pela frente. E assim eu fiz,
quando aprendi, saia e ficava lendo todos os letreiros que via na rua, lia bem
rápido para tentar ler o máximo que podia quando estava passeando pela cidade.
Pelo que me recordo aprendi a ler na escola, pois minha família
não incentivava a leitura em casa, meu pai estudou somente até o ensino
fundamental – ciclo I e minha mãe nem chegou a estudar, pois precisou trabalhar
desde muito cedo com nove anos de idade para ajudar a família. Meu irmão e
minha irmã mais velhos me ajudavam nas tarefas, mas também não me incentivam a
ler, talvez porque também não tivessem sido incentivados. Porém toda a minha
família sempre me apoiou para estudar e cursar uma universidade.
Um fato que me lembro foi na quarta série, hoje quinto ano,
minha professora pedia toda semana a leitura de um livro e tínhamos um caderno,
no qual precisávamos fazer sempre as mesmas atividades sobre o livro lido:
falar sobre os personagens, enredo, entre outros e no final solicitava um
resumo e desenhos sobre a história do livro. Tinha “pavor” destas atividades,
pois precisava fazer nos finais de semana, então fui para as séries seguintes
não gostando de ler.
Como mencionei no início somente na graduação que pude ver com
outros olhos a leitura, principalmente a literária, a riqueza que ela traz, o
sentido amplo que possui e sua dimensão social, apaixonei-me.
Quanto à escrita sempre gostei muito de escrever, comecei com o
meu diário quando criança (ainda tenho um, mas agora não tenho mais tempo), e
depois fui para os textos escolares, e-mails no trabalho e textos acadêmicos.
Amo poesia e até já me arrisquei em fazer um soneto para meu
noivo.
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